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Jornal Recomeço
Elaborado pelos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG


Número de condenadas cresce 30% no ano


O número de mulheres condenadas à prisão no Brasil cresceu 29,5% de janeiro para novembro, passando de 5.075 para 6.576. E, ainda de acordo com dados do Ministério da Justiça, há 3.683 mulheres presas em cadeias, esperando por julgamento.

No passado, as mulheres iam presas por pequenos delitos, como furto. Mas, hoje em dia, a maioria das mulheres atrás das grades está envolvida no tráfico de drogas. A repórter da BBC Isabel Murray visitou várias prisões e unidades da Febem para descobrir como vive o contingente cada vez maior de detentas brasileiras.

Os depoimentos repetem histórias de ilusão, mágoa, motivos que as levaram ao crime, arrependimento e saudades do "mundão" - que é como a maioria das detentas se refere à vida em liberdade. São histórias como a de Poliana, de 16 anos, detida na Febem por cumplicidade em latrocínio - homicído com objetivo de roubo.Poliana sonha em dar aulas para crianças, mas sabe que a volta à sociedade não vai ser fácil.Ou casos como o de Beatriz da Costa, de 37 anos, doente de Aids, que diz acreditar que já teria morrido, se estivesse solta.

E, enquanto a sociedade e autoridades discutem se o sistema penitenciário brasileiro é capaz de recuperar um criminoso, as detentas reivindicam mais oportunidades de trabalho dentro dos presídios. Segundo elas, essa é a única maneira de passar o tempo de forma útil e digna enquanto cumprem suas penas.


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