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Jornal Recomeço
Elaborado pelos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG


"Do total de detentos, 34% são provisórios, ou seja, podem ser considerados inocentes após o julgamento."


Só essa informação já seria suficiente para se concluir a crueldade de um sistema com uma margem de erro de 34%, ou seja de colocar uma pessoa entre grades, tirando dele o mais sagrado dos direitos - a liberdade -, marcando-o, como se marcava a ferro os escravos, para o resto de suas vidas.

Ainda há outra crueldade: mesmo os que cometeram realmente algum delito, em sua grande maioria a lei prevê uma pena alternativa e não a pena de prisão. Mas, quando chega a ser julgado e se, por sorte, a lei for cumprida, ou seja, receber a pena alternativa, o suspeito já cumpriu a pena de prisão sofrendo todas as barbaridades existentes dentro dos nossos presídios, inclusive a possibilidade de ser morto numa rebelião.


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