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Jornal Recomeço
Elaborado pelos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG


Impunidade continua, diz a Anistia


Passados dez anos das chacinas da Candelária e de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, a impunidade da polícia no Brasil continua sendo um problema gravíssimo, indica um relatório divulgado nesta quinta-feira, em Londres, pela Anistia Internacional. A organização lembrou no documento que não houve punição aos culpados pelos massacres nem o pagamento de indenizações a suas vítimas.

"Continua a sensação de impunidade", afirmou o relatório da Anistia, apontando que nem todos os culpados pela matança de meninos de rua na Candelária estão presos, e que só duas das 33 pessoas acusadas no processo sobre a invasão da favela Vigário Geral estão atrás das grades. Pior: depois de uma década, as mortes causadas pela polícia no Rio e em São Paulo voltaram a aumentar.

Depois de um período de queda, o número de pessoas mortas por policiais no Rio (621 no primeiro semestre, aumento de mais de 30%) e São Paulo (435 entre janeiro e maio, 60% do total de mortes do ano passado) aumentou por culpa das autoridades do país. De acordo com o documento da Anistia Internacional, a impunidade e o crescimento da violência policial têm "apoio político".

O relatório denuncia "declarações públicas de políticos que parecem apoiar a matança de civis". O prefeito do Rio, Cesar Maia, disse numa rebelião em Bangu 1: "Fosse eu o governador, não tinha conversa. Mandava matar quem tinha que matar". O governador paulista, Geraldo Alckmin, também é citado: usou na campanha eleitoral imagem de suspeitos mortos pela polícia num ônibus.

Fonte: Revista Veja - 29 de Agosto de 2003




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