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Jornal Recomeço
Elaborado com textos dos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG

Número 80 de 22/11/2003

 
UM EXAME PROFUNDO

Com freqüência pensamos na paz como a ausência da guerra, achando que, se as grandes potências reduzissem seu arsenal de guerra, poderíamos ter paz. Mas, se exami­narmos profundamente as armas, veremos nelas nossa própria mente — nossos preconceitos, temores e igno­rância. Mesmo que transportássemos todas as bombas para a lua, as raízes da guerra e das bombas ainda estariam presentes, no nosso coração e na nossa mente, e mais cedo ou mais tarde fabricaríamos novas bombas. Trabalhar pela paz significa erradicar a guerra de nós mesmos e do coração dos homens e das mulheres. Prepa­rar para a guerra — dar a milhões de homens e mulheres a oportunidade de praticar a morte dia e noite em seus corações — e plantar milhões de sementes de violência, raiva, frustração e medo que serão passadas adiante para as gerações futuras.

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente.’ Eu, porém, lhes digo: não resistam ao mal. Pelo contrário: se alguém lhes der um tapa na face direita, ofereçam também a esquerda. E, se alguém processá-los em juízo e tomar de vocês a túnica, deixem que leve também o manto.” Este é o ensinamento de Jesus sobre a vingança. Se alguém lhe pedir alguma coisa, entregue-a a ele. Se ele quiser pedir algo emprestado, empreste-o a ele. Quantos de nós realmente agimos dessa maneira? Deve haver maneiras de resolver nossos conflitos sem mortes. Precisamos analisar esta idéia. Temos de encon­trar formas de ajudar as pessoas a sair de situações difíceis, situações de conflito, sem precisar matar. Nossa sabedoria e experiência coletiva podem ser a tocha que ilumina nosso caminho, mostrando-nos o que fazer. Exa­minar em conjunto e em profundidade as questões é a principal tarefa de uma comunidade ou de uma igreja.

 
Negado HC a delegado acusado de tortura
Os desembargadores entenderam que o decreto de prisão está suficientemente fundamentado, sendo necessária a manutenção da prisão para que a instrução criminal prossiga, anulando-se o possível potencial intimidativo dos acusados pelo Ministério Público..
Veja artigo

Seçao Literatura
No meu tempo de menino tínhamos pena dos pobres. Eles cabiam naquele lugarzinho menor, carentes de tudo, mas sem perder humanidade. Os meus filhos, hoje, têm medo dos pobres. A pobreza converteu-se num lugar monstruoso. Queremos que os pobres fiquem longe, fronteirados no seu território.
Veja o conto de Mia Couto
COM A PALAVRA O APENADO
O sistema penal está repleto de doutores. Muitos deles nunca entraram numa penitenciária e passam longe da periferia com medo de serem assaltados, mas são eles que decidem sobre a conduta social e sobre a personalidade dos habitantes desses locais, para onde se conserva apontada a mira do poder repressivo.
Veja artigo de Luís Carlos Valois
Pesquisa sobre o que pensa o brasileiro sobre a Justiça
O Conselho Federal da OAB divulgou dia 10/11 os resultados da pesquisa nacional de opinião pública sobre a Advocacia e o Judiciário. O planejamento da pesquisa foi feito pelo Instituto “Toledo & Associados.”
Os resultados revelam as opiniões e expectativas das populações das classes sócio-econômicas A, B, C e D, de 16 (dezesseis) capitais brasileiras, quanto à imagem do Poder Judiciário, incluindo a advocacia, promotoria e magistratura. Foram realizadas 1.700 entrevistas.

Veja artigo
DESOBEDIÊNCIA CIVIL?

Os princípios democráticos são vagos na consciência social, represada por fatores históricos de dominação e medo, falta de cultura e participação política ativa, de massa, exilada no governo, que nossa incipiente democracia quer cultivar em árida seara.

Veja artigo de Volnei B. de Carvalho
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