NOSSO NOVO SITE

Nossos links
logo Clique aqui para conhecer o
Jornal Recomeço
Elaborado com textos dos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG

Número 80 de 22/11/2003


PENSAMENTOS
Gandhi

"Nenhum ser humano é tão nocivo para não ser salvo. Nenhum ser humano é bastante perfeito para ter o direito de matar aquele que considera como inteiramente nocivo."
"A não-violência é meu primeiro artigo de fé. É também o último artigo de meu credo."
"A não-violência completa é a ausência completa de maus desejos com relação a tudo o que vive. A não-violência, sob forma ativa, é a boa vontade para tudo o que é vivo. É o amor perfeito."
"A característica essencial da violência é que atrás do pensamento, da palavra ou da ação têm-se uma intenção violenta, isto é, um desejo de fazer o mal a um pretenso adversário."
"O ódio mata sempre, o amor não mata nunca."
"O amor é a força mais poderosa que possui o mundo e, entretanto, ela é a mais humilde que se possa imaginar."
"A guerra que aqui se desenvolve mostra a futilidade da violência."
"Tenho por objetivo a amizade com o mundo inteiro. Quero unir o maior amor à mais firme oposição ao mal."
"A não-violência não consiste em renunciar a toda luta real contra o mal. A não-violência, tal como eu a concebo, é, ao contrário, uma luta contra o mal mais ativa e mais real que a da lei de talião, cuja natureza própria é desenvolver, com efeito, a perversidade. Considero que lutar contra o que é imoral pressupõe uma oposição mental e, consequentemente, moral. Busco neutralizar completamente a espada do tirano, não a trocando por um aço melhor, mas iludindo sua expectativa de encontrar em mim uma resistência física. Ele encontrará em mim uma resistência de alma que escapará à sua força. Tal resistência o deslumbrará e o obrigará a inclinar-se. E o fato de inclinar-se não humilhará o agressor, mas o enaltecerá. Podemos dizer que isto seria um estado ideal. E o é!"
"Constatei que a vida persiste mesmo em meio à destruição e que deve, consequentemente, existir uma lei mais alta que a da destruição. Será unicamente através de uma tal lei que a sociedade organizada poderá ser compreendida e que a vida valerá a pena ser vivida. Ora, se tal é a lei da vida, devemos aplicá-la em nossa existência diária. Onde houver conflito, onde houver oposição, triunfe através do amor. Através de tal método rudimentar coloco em minha vida esta lei. Isto não significa que todos os meus problemas encontrem solução. Mas constatei que esta lei do amor se mostra tão eficaz que jamais tive em mim a lei da destruição."
"A lei do amor governa o mundo. A vida persiste a despeito da morte. O universo continua malgrado a destruição incessante. A verdade triunfa sobre o erro. O amor sobrepõe-se ao ódio."
"A não-violência tem por condição imprescindível o poder de comover. É uma repressão consciente e deliberada do desejo de vingança que o faz sobressair. A vingança é sempre superior à submissão passiva, fraca, covarde, mas a vingança também é fraqueza. O desejo de vingança nasce do temor de um mal imaginário ou real. Aquele que não teme ninguém na terra achará difícil ter cólera contra alguém que lhe faça mal."
"A não-violência não se realiza mecanicamente. Ela é a mais alta qualidade do coração e se adquire pela prática."
"É preciso uma investigação árdua para chegar-se ao estado mental da não-violência. Na vida cotidiana, é preciso submeter-se a uma disciplina, um pouco como aquela do soldado, mesmo não sendo de nosso agrado. Admito, entretanto, que sem uma cooperação cordial do espírito, a observação puramente exterior da não-violência não será mais que uma máscara, nefasta, mais para aquele que a carrega que para o próximo. Não chegamos ao estado perfeito senão quando o espírito, o corpo e a palavra estiverem convenientemente coordenados. Mas há sempre uma luta mental intensa."
"Para adquirir uma força real, a não-violência deve começar com o espírito. A não-violência que abarca tão somente o corpo e na qual o espírito não colabora, é a da fraqueza e covardia; não podemos tirar dela nenhum poder. Se mantivermos em nosso coração o ódio e a malícia não deixando transparecer a nós mesmos que nisto há vingança, isto nos subjugará, e nos conduzirá a nossa perda. Pois a abstenção de toda violência, unicamente física, não é nociva, mas é preciso não ter pensamentos de ódio mesmo se não pudermos desenvolver em nós o amor ativo."
"Oponho-me à violência pois quando ela parece produzir o bem, tal bem não tem senão resultado transitório, enquanto que o mal produzido é permanente."
Negado HC a delegado acusado de tortura
Os desembargadores entenderam que o decreto de prisão está suficientemente fundamentado, sendo necessária a manutenção da prisão para que a instrução criminal prossiga, anulando-se o possível potencial intimidativo dos acusados pelo Ministério Público..
Veja artigo

Seçao Literatura
No meu tempo de menino tínhamos pena dos pobres. Eles cabiam naquele lugarzinho menor, carentes de tudo, mas sem perder humanidade. Os meus filhos, hoje, têm medo dos pobres. A pobreza converteu-se num lugar monstruoso. Queremos que os pobres fiquem longe, fronteirados no seu território.
Veja o conto de Mia Couto
COM A PALAVRA O APENADO
O sistema penal está repleto de doutores. Muitos deles nunca entraram numa penitenciária e passam longe da periferia com medo de serem assaltados, mas são eles que decidem sobre a conduta social e sobre a personalidade dos habitantes desses locais, para onde se conserva apontada a mira do poder repressivo.
Veja artigo de Luís Carlos Valois
Pesquisa sobre o que pensa o brasileiro sobre a Justiça
O Conselho Federal da OAB divulgou dia 10/11 os resultados da pesquisa nacional de opinião pública sobre a Advocacia e o Judiciário. O planejamento da pesquisa foi feito pelo Instituto “Toledo & Associados.”
Os resultados revelam as opiniões e expectativas das populações das classes sócio-econômicas A, B, C e D, de 16 (dezesseis) capitais brasileiras, quanto à imagem do Poder Judiciário, incluindo a advocacia, promotoria e magistratura. Foram realizadas 1.700 entrevistas.

Veja artigo
DESOBEDIÊNCIA CIVIL?

Os princípios democráticos são vagos na consciência social, represada por fatores históricos de dominação e medo, falta de cultura e participação política ativa, de massa, exilada no governo, que nossa incipiente democracia quer cultivar em árida seara.

Veja artigo de Volnei B. de Carvalho
Aberturas anteriores
Clique no item
Matérias anteriores
Clique no item
Web hosting by Somee.com