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Jornal Recomeço
Elaborado com textos dos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG

Número 80 de 22/11/2003


VIDA SEM VIOLÊNCIA
Arun Gandhi

O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do instituto M.K. Gandhi para a Vida Sem Violência, em uma palestra na Universidade de Porto Rico, compartilhou a seguinte história como um exemplo de vida sem violência:
"Eu tinha 16 anos e estava vivendo com meus pais no instituto que meu avô fundou, 29 quilômetros fora de Durban, na África do Sul, entre plantações de açúcar.
Morávamos fora da cidade e não tínhamos vizinhos.
Assim, sempre era uma delícia para minhas duas irmãs e para mim ir para a cidade visitar os amigos ou ir ao cinema.
Um dia meu pai pediu-me que o levasse à cidade para atender a uma conferência, que duraria o dia inteiro. Eu vibrei com a idéia.
Considerando que ia para a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas do supermercado que ela precisava.
Meu pai também solicitou que fizesse algumas coisas para ele, entre elas levar o carro à oficina.
Quando disse adeus a meu pai, ele falou:
- Esperarei você aqui às 5 horas para voltarmos juntos.
Depois de completar todas as coisas que tinha para fazer, fui para o cinema mais próximo.
Fiquei tão absorvido com o filme, que me esqueci do tempo.
Eram 5:30 da tarde quando me lembrei.
Corri à oficina, peguei o carro e me apressei para chegar até onde meu pai estava esperando.
Acabei chegando quase 6 da tarde.
Ele perguntou ansiosamente:
- Por que você está atrasado?
Me senti mal em falar que estava assistindo um filme de John Wayne, então lhe falei que o carro não estava pronto e tive que esperar....
Falei isto sem saber que meu pai já tinha ligado para a oficina.
Quando ele percebeu que eu tinha mentido, me falou:
- Algo não está certo na forma como o criei, pois você não teve a coragem para me contar a verdade.
Vou meditar no que fiz de errado com você.
Enquanto caminho os 29 quilômetros de volta para casa, pensarei nisto.
Assim, vestido com seu terno e seus sapatos elegantes, ele começou a caminhar para casa, pela estrada que não era asfaltada nem iluminada.
Eu não o pude deixar só... dirigi 5 horas e meia atrás dele... vendo meu pai sofrer a agonia de uma mentira estúpida que eu tinha contado.
Decidi daquele ponto em diante nunca mais mentir.
Muitas vezes me lembro deste episódio e penso:
Se ele tivesse me castigado do modo como nós castigamos nossos filhos muitas vezes...
Eu teria aprendido a lição?
... Acho que não... Talvez teria sofrido o castigo e continuado a fazer a mesma coisa...
Mas o gesto de não-violência foi tão forte que ficou impresso em minha memória como se fosse ontem...
Negado HC a delegado acusado de tortura
Os desembargadores entenderam que o decreto de prisão está suficientemente fundamentado, sendo necessária a manutenção da prisão para que a instrução criminal prossiga, anulando-se o possível potencial intimidativo dos acusados pelo Ministério Público..
Veja artigo

Seçao Literatura
No meu tempo de menino tínhamos pena dos pobres. Eles cabiam naquele lugarzinho menor, carentes de tudo, mas sem perder humanidade. Os meus filhos, hoje, têm medo dos pobres. A pobreza converteu-se num lugar monstruoso. Queremos que os pobres fiquem longe, fronteirados no seu território.
Veja o conto de Mia Couto
COM A PALAVRA O APENADO
O sistema penal está repleto de doutores. Muitos deles nunca entraram numa penitenciária e passam longe da periferia com medo de serem assaltados, mas são eles que decidem sobre a conduta social e sobre a personalidade dos habitantes desses locais, para onde se conserva apontada a mira do poder repressivo.
Veja artigo de Luís Carlos Valois
Pesquisa sobre o que pensa o brasileiro sobre a Justiça
O Conselho Federal da OAB divulgou dia 10/11 os resultados da pesquisa nacional de opinião pública sobre a Advocacia e o Judiciário. O planejamento da pesquisa foi feito pelo Instituto “Toledo & Associados.”
Os resultados revelam as opiniões e expectativas das populações das classes sócio-econômicas A, B, C e D, de 16 (dezesseis) capitais brasileiras, quanto à imagem do Poder Judiciário, incluindo a advocacia, promotoria e magistratura. Foram realizadas 1.700 entrevistas.

Veja artigo
DESOBEDIÊNCIA CIVIL?

Os princípios democráticos são vagos na consciência social, represada por fatores históricos de dominação e medo, falta de cultura e participação política ativa, de massa, exilada no governo, que nossa incipiente democracia quer cultivar em árida seara.

Veja artigo de Volnei B. de Carvalho
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